À medida que acompanhamos as descobertas históricas ao redor do mundo, é importante destacar o trabalho do grupo Dakila Pesquisas, composto por pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Com o foco em enaltecer a cultura, a arqueologia, a ciência e a história do Brasil, o grupo busca revelar à população e ao mundo a importância e a riqueza que o país possui.
Legenda: Pegada de proporções gigantescas descoberta durante as pesquisas na Amazônia.
Ao longo de seus 30 anos de atuação, a Dakila Pesquisas, tem desenvolvido e revisitado projetos educativos, estabelecido parcerias com diversas aldeias indígenas, autoridades governamentais e organizações não governamentais, além de liderar grupos de pesquisadores, tanto no Brasil quanto no exterior. Sua trajetória inclui, ainda, a realização de inúmeras outras conquistas e iniciativas de grande relevância.
Alguns dias atrás, presentes no estado de Santa Catarina, identificaram uma paisagem de pedras retilíneas, incomum na região. Com o auxílio da tecnologia LiDAR, puderam analisar com maior precisão o que se escondia naquela planície. Além disso, recentemente viajaram até a Amazônia, onde fizeram descobertas intrigantes, como a identificação de cruzeiros entre duas montanhas, realizada por meio de um sobrevoo.
Com essas informações, podemos perceber que não apenas no exterior, mas também aqui no Brasil, profissionais da arqueologia, ciência e história estão utilizando tecnologias de ponta para desvendar os mistérios do passado e o Projeto Scan Pyramids pode ser usado como um exemplo disso:
"Um mistério com 4.500 anos não significa que ele não possa ser resolvido..."
Esse poderia ser o lema da missão científica excepcional lançada em 25 de outubro de 2015, sob a autoridade do Ministério das Antiguidades do Egito. O projeto conta com a participação de três grandes universidades: a Faculdade de Engenharia da Universidade do Cairo, a Université Laval de Quebec e a Universidade de Nagoya do Japão, além de pesquisadores egípcios, canadenses, franceses e japoneses.
O projeto chama-se Scan Pyramids Mission (Missão para Escanear as Pirâmides) e, como o nome indica, a proposta é usar drones equipados com scanners de tecnologia 3D, termografia infravermelha, termografia modulada, fotogrametria, laser e uma ferramenta que permite a detecção de múons. Esta última técnica é capaz de modelar áreas internas e já foi utilizada para observar o interior de vulcões e edifícios contemporâneos, como a usina de Fukushima, no Japão.
TÉCNICAS INOVADORAS
Termografia Infravermelha
Permite mapear variações de temperatura, ajudando a identificar cavidades ou estruturas internas. Imagens térmicas, analisadas por computador em diferentes momentos do dia, revelam segredos internos.
Radiografia de Múons
Usa partículas cósmicas para identificar áreas ocas ou densas dentro das pirâmides. Essa técnica já foi utilizada na observação de vulcões e na inspeção de reatores nucleares.
Fotogrametria e Laser
Drones captam imagens para criar modelos 3D detalhados dos monumentos, com precisão de centímetros.
Desde o final de 2015, a missão Scan Pyramids tem observado o interior da maior das três pirâmides de Gizé. Após a descoberta de um corredor atrás de vigas, em outubro de 2016, a missão publicou, na famosa revista científica Nature, a presença de um grande vazio na Grande Pirâmide (Pirâmide de Khufu), batizado como "ScanPyramids Big Void" (Grande Vazio da ScanPyramids). Essa câmara, com 30 metros de comprimento, é comparável em tamanho à chamada "Grande Galeria". Essa descoberta é de extrema importância para a história da humanidade, já que nenhuma estrutura arquitetônica relevante havia sido encontrada dentro da pirâmide de Khufu desde a Idade Média.
Em 2017, a missão Scan Pyramids já havia revelado a presença de uma enorme cavidade na pirâmide de Quéops, um buraco do tamanho de um avião comercial. Até o momento, apesar das múltiplas buscas, o mistério permanece. Estaria essa cavidade relacionada com o túnel secreto descoberto em 2023? (Um túnel de 9 metros foi encontrado sob a Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, localizado atrás da entrada principal da pirâmide de Quéops, a maior da Necrópole de Gizé, um dos mais famosos complexos turísticos do Egito). Ainda não se sabe. O arqueólogo egípcio Zahi Hawass, que dirige o comitê científico que supervisiona o projeto, afirmou que é "bastante possível" que o túnel esteja "a proteger alguma coisa". Seguro de si, o investigador chegou a afirmar à CBS News que essa "coisa" poderia ser "a verdadeira câmara funerária do Rei Quéops".
O Scan Pyramids é um dos projetos selecionados pela Fundação Dassault Systèmes, que visa transformar o futuro da educação e da pesquisa, aproveitando os poderosos recursos de aprendizagem e descoberta da tecnologia 3D e dos universos virtuais para reunir equipes multidisciplinares em colaboração. Graças à poderosa experiência e configuração idealizada e desenvolvida pela Emissive, a imersão oferece uma melhor compreensão da realidade, neste caso, do interior da pirâmide, permitindo a colaboração e impulsionando os limites do conhecimento. A descoberta de espaços inacessíveis permite-se para todos os estudantes, pesquisadores, público e pessoas com deficiência.
Fontes: Varredura da Grande Pirâmide de Gizé descobre corredor de 30 pés de comprimento: NPR Conheça a “Scan Pyramids Mission” – Arqueologia Egípcia Projeto ScanPyramids: uma descoberta rara na Grande Pirâmide revelada pela revista científica Nature – Direito & Negócios About_ScanPyramids-en.pdf Projeto vai 'escanear' as pirâmides do Egito em busca de mistérios ocultos - Revista Galileu | Ciência Egito: o que está por detrás do corredor descoberto na pirâmide de Quéops?
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