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  • Foto do escritorDakila News

Além das baterias: O impacto das ligas de memória nos insetos robóticos

Propriedades de memória de ligas metálicas auxiliam cada vez mais no avanço de micro robôs de insetos.


 

O avanço da liga de memória na fabricação de robôs trouxe novos modelos de micro insetos robôs que proporcionam uma revolução na polinização e monitoramento ambiental.


Também conhecida como SMA (Shape Memory Alloys), as ligas com memória de forma são materiais metálicos com capacidade de retornar ao seu estado inicial após sofrer deformações.


Esse efeito pode ocorrer pelo aumento de temperatura, de pressão ou outras condições de tensão. Isso é possível devido a estrutura cristalina do material que é dependente dessas condições.


Devido essa habilidade, esse material tem a capacidade de ser deformado mais de 10 milhões de vezes e retornar a sua forma inicial. Cientistas e pesquisadores já começaram a estudar seu potencial em corações artificias, componentes aeroespaciais e micro robôs.


Um grupo de pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia criou um sineto robótico autônomo denominado de RoBeetle. Essa autonomia foi possível através do abastecimento de metanol líquido aos micro músculos artificias feitos de liga de memória.



Na prática, quando o metanol líquido entra em contato com os micro músculos ocorre uma combustão à qual gera calor e é essa alteração de temperatura nas ligas de memória que permitem a locomoção do micro robô.


Apesar do incrível avanço do RoBeetle de conseguir se locomover sem o uso de baterias, ainda não é o modelo ideal de micro robô. Até porque de acordo com o editor especializado em robótica da revista IEE Spectruim, Evan Ackerman esse projeto apresenta algumas dificuldades como “Ele só consegue se mover para frente, não vai para trás, e não consegue virar para os lados. Sua velocidade não é ajustável, e depois que ele começa a andar, só vai para se quebrar ou acabar o combustível”.


Durante a Conferência Internacional sobre Robôs e Sistema Inteligentes da Sociedade de Robótica e Automação da IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos) que ocorreu em janeiro desse ano, os pesquisadores da Universidade Estadual de Washington juntamente com a empresa Flyby Robotics anunciaram dois modelos de insetos-robôs que aparentam ser os menores e mais leves já criados.



A principal tecnologia responsável por esses micro robôs foi um dispositivo chamado atuador que é capaz de converter qualquer tipo de energia em energia mecânica, ou seja, movimento.


Os novos modelos de atuadores desenvolvidos pela equipe são compostos pela liga de memória. São dois fios, que mudam de temperatura conforme recebem uma corrente elétrica isso faz com que os pezinhos balancem até 40 vezes por segundo.


A partir dessa tecnologia os modelos anunciados apresentam 8mg e 55mg e ambos conseguem se movimentar a uma velocidade de 6 mm por seg. Apesar de ótimas métricas, elas nem se comparam com os valores de insetos biológicos, sendo que um mosquito pesa 2mg e uma formiga consegue alcançar até 1m por segundo.


Ainda assim, o avanço da robótica permite que cada vez mais um futuro com micro robôs de insetos seja possível. Importante ressaltar que esses projetos visam aplicações no campo e nas indústrias, auxiliando na polinização e no monitoramento ambiental.

 

Referências:

 

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