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  • Foto do escritorDakila News

Quanto vale o seu tempo?

Em meio ao caos do cotidiano, o mundo e a forma como ele é visto foi mudando. É difícil pensar que a quase 30 anos atrás não existia o Google, ou como o Instagram foi criado há 13 anos, ou ainda que a 117 anos atrás Santos Dumont se tornava pioneiro na aviação ao decolar o famoso 14-Bis.


Os avanços tecnológicos são cada vez mais velozes, assim como os processos de produção e consumo da sociedade. Hoje em dia, as empresas e grandes marcas estão sempre correndo contra o tempo, isso é muito visto até mesmo em pesquisas e novos lançamentos. Todos querem ser pioneiros, o que é desafiador, como ser original em um mundo em que já existe de tudo um pouco?


Dentro desse contexto vemos uma geração imediatista, onde é tudo pra ontem. Onde ocorre tudo ao mesmo tempo e agora, no fim não temos mais tempo de ter tempo. Algumas pessoas vêm nisso a oportunidade de viver cada segundo como se fosse único, um estilo carpe diem. Outras começam a focar somente no futuro sempre querendo saber o que esta por vir, sempre buscando o que ainda não tem.


Independente da sua visão, a grande maioria converge em um ponto: evitar a todo custo o tempo ocioso. Perceba que nesse contexto “tempo ocioso”, não é procrastinação ou passar o tempo nas redes sociais, e sim um tempo de introspecção, um tempo pra pensar.


Portanto dentre as diversas consequências do imediatismo, podemos citar a sua discordância com a educação. Como esperar que as crianças estudem e aprendam se em todo momento estão sendo ensinadas a não pensar, a encontrar soluções rápidas para que tenham “mais tempo”, a consumir cada vez mais sem necessidade.


Retomando ao tópico do tempo ocioso, como desenvolver um ser humano que nunca está “sozinho”?, que está sempre recebendo influencia de todos os lados? Como ser um formador de opinião, quando te entregam tudo de bandeja? E se não temos tempo com nós mesmos, para nosso autoconhecimento, para nosso crescimento, como formaremos outras relações?


É fácil reparar essa inquietação e instabilidade que a população passa hoje em dia. Não mantemos relacionamentos por longos períodos, quanto mais os objetos. Estamos sempre em busca do modelo melhorado, do novo lançamento.


O curta metragem “Programa de Proteção à Carreira Artista” criado e roteirizado pela Manu Gavassi, retrata bem essa transformação da pessoa em máquina pela indústria musical principalmente na frase “O processo do artista de criar, de sofrer, de mergulhar em emoções, de usar a intuição leva tempo. Tempo esse que é absolutamente incompatível com as normas de sucesso atuais. Quem evolui agora é quem mata o tempo inútil de criação, é quem vira uma máquina”. Infelizmente esse padrão vem sendo cada vez mais recorrente na sociedade, o foco é produzir, produzir, lucrar e consumir esse lucro num ciclo vicioso nos tornando cada vez mais imediatistas.


Esse é um texto de opinião, não querendo desmoralizar a situação atual, atribuir culpados ou qualquer outro intuito além de te fazer refletir: Será que eu quero viver dessa forma, numa busca incessante do tempo?

1 comentário


Convidado:
30 de dez. de 2023

Poizé...


Já vivi dessa forma louca que o mundo à nossa volta praticamente nos impõe. Também jamais seria leviano em apontar um culpado, no entanto, os meios midiáticos foram criados para criar esses hábitos na humanidade.


Ao perceber isso, procurei e me policio constantemente para que o meio jamais me influencie. Com essa postura, há pessoas que me criticam e me dizem que sou de outro mundo, o que me deixa é muito feliz, pois é como me sinto desde menino!


Hoje vivo o segundo que tenho disponível para tanto... estou sempre em busca da verdade em minha volta e que afeta o planeta em que vivo. Às vezes me reservo o direito de apenas cruzar as pernas e apreciar…


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